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18.12.08

Hip-Hop in Concert no Teatro Francisco Nunes fecha o ano de 2008


Hip-Hop in Concert fecha o ano de 2008 da nossa gestão nos Teatros da Fundação Municipal de Cultura de Belo Horizonte.

O projeto nasceu dos planos de gestão, que concebia uma ação voltada para o jovem (mas incluindo outros trânsitos geracionais), especificamente na área da música, concebendo perspectivas de uma arte mais autoral, mais comprometida com a existência, as afirmativades culturais e a atitude diante do mundo. O que estava em consonância com as diretrizes de governo, em termos de uma política para a juventude. Para isso, muitas consultas, análises e conversas.

Um projeto não nasce de uma cabeça, mas de uma pequena multidão. Surge de análises, de necessidades levantadas, de conceitos de ação para a gestão. Tivemos em mente dois segmentos musicais para a juventude: o Rock independente e o Hip-Hop. Nossa preocupação era: quais segmentos permeavam a cidade e potencializavam uma ação musical mais ampla e diversificada, sem cair no ecletismo e nas políticas amorfas e sem comprometimento?

Ao lado do Rock independente, o Hip-Hop foi um dos mais citados em nossas análies. Eid Ribeiro, curador do Festival Internacional de Teatro de BH, lembrou-nos da força da cultura Hip-Hop nas Vilas de BH. Depois, Ricardo Júnior, parceiro de inquietações filosóficas e de paisagens cinematográficas, bateu na mesma tecla.

Por fim, definidos a trabalhar com o Hip-Hop, procuramos artistas que tivessem experiência com o segmento, de um ponto de vista mais aberto e conectivo. Vieram as conversas com Gil Amâncio, cujas contribuições ajudaram a defir basicamente as linhas do projeto. Gil, desde a Cia Sera Quê? e suas experiências com o Nuc, além da passagem pelo Arena da Cultura, conhecia bem o segmento. Sua contribuição era mais do que necessária. Mais tarde, foi formada a Comissão Consultiva do Projeto, com a presença do Coletivo Hip-Hop Chama (principalmente, Áurea, Larissa, Russo e Roberto, entre outras presenças), de Edson de Deus (fígura de estampa finíssima, que foi o primeiro produtor dos Racionais, em São Paulo, quando estes ainda não haviam estourado) e, finalmente, a equipe de produção formada por Renegado e Rômulo Silva, que tocam o projeto junto sob a coordenação de André Ferraz, gerente do Teatro Francisco Nunes. Isso sem falar na força do Arnaldo Godoy, que garantiu uma emenda parlamentar na Câmera dos Vereadores, para que o projeto, a partir de 2009, seja ampliado. Mais do que isso, é bom lembrar que o projeto é uma conquista do movimento Hip-Hop de Belo Horizonte e Região Metropolitana.

Hip-Hop in Concert
faz parte da ação Ressonâncias, que inclui ainda o Quarta Sônica - rock independente no Teatro Marília, que este ano fechou com a Banda 5 Rios. A outra linha de ação intitula-se Arte Expandida - experimentação nos Teatros Municipais, constituída de Improvisões, Momentum e Laboratório Textualidades Cênicas Contemporâneas. E tudo muito transparente, com curadorias e editais publicados.

Não podemos esquecer da Mostra de Artes Cênicas para Crianças. O projeto intitulava-se de Mostra de Teatro Infantil e já vinha sendo executado há 11 anos. A mudança de título seguiu a uma ampliação do conceito, incluindo a dança, o teatro de formas animadas, as performances baseadas nas culturas tradicionais e o resgate da cultura lúdica da infância. Infelizmente, em 2008 a Mostra não pôde acontecer pois a Lei Eleitoral proibia projetos governamentais com divulgação, no período de 5 de julho a 31 de outubro deste ano.

O que isso quer dizer? Quer dizer que os Teatros Municipais abrigaram a diversidade cultural, principalmente no que se refere ao direito à diferença. Apoiamos projetos da sociedade civil (Verão Arte Contemporânea, Fórum Internacional de Dança, Festival Estudantil de Teatro, Festival Internacional de Teatro de Bonecos, Campanha de Popularização do Teatro e da Dança, Estação em Movimento, entre outros), sem falar nos projetos da FMC (Festival Internacional de Teatro, Festival de Arte Negra, Festival Internacional de Quadrinhos, Música de Domingo etc.). Devemos lembrar, ainda, da importância do período reservado para os espetáculos de artes cênicas, que se apresentam nos Teatros Marília e Francisco Nunes mediante edital de Concorrência.

Hip-Hop in Concert encerra o ano. Agradecemos a todos e a todas que contribuíram para que os Teatros Municipais se tornassem expressão ampliada e diversificada da cultura e da arte.

Mais referências
Blog Converse:Arte Expandida, uma publicação da comunidade sobre arte contemporânea, tendo por mote os projetos experimentais dos Teatros Municipais.
Performance e Tecnologia - sobre Improvisões e outros projetos de performance art
Histórias de uma Arte Expandida - Mariana Lage levanta os antecedentes do Arte Expandida, começando pela nossa gestão no Centro de Cultura Belo Horizonte (1999-2004), principalmente o Cabaré Voltaire e a Zona de Ocupação Cultural.
Instant Compostion: Momentum -

29.7.08

Momentum: a composição no instante


Momentum - a composição no instante - acontece no Teatro Marília (BH), de 05 a 09 de Agosto, às 20 horas. A entrada é franca. A curadoria é de Dudude Herrmann.

O projeto tem no blog
Converse: Arte Expandida o espaço no qual público, criadores, editores, consultores e curadores publicam textos e notícias sobre criações híbridas, intervenções urbanas, improvisação como lugar de indeterminação e experimentação das linguagens artísticas.

A cada dia de apresentação, um trio de bailarinos/atuantes que nunca trabalharam entre si arriscam diante do público, no procedimento de criação
instant compostion (composição no instante).

A coisa é instigante: um espetáculo/encontro único - uma configuração que não se repete.


Se eu fosse você pegava o seu lugar:

Dia 05/08: André Lage, Andréa Ainhaia e Peter Lavrati
Dia 06/08: Tuca Pinheiro, Patrícia Siqueira e Rodrigo Quik

Dia 07/08: Bruno Bizzoto, Fábio Dornas e Rodrigo Campos

Dia 08/08: Cristiano Bacelar, Maurício Leonard eTana Guimarães
Dia 09/08: Retorno da Diferença


Momentum
está na sua terceira edição. E a novidade desta é que no último dia acontece o Retorno da Diferença - no qual todos os bailarinos/atuantes voltam, incluindo os que participaram das outras edições, para um espaço mais flutuante, com riscos diversos e discussões, envolvendo o público também.

Veja também:

Quik Cia de Dança
Movasse
i Dança
Giovane Aguiar

4.7.08

Improvisões: inscrições abertas

Imagem de Glênio Campregher

O edital Improvisões - edição 2008 - está no ar. O projeto já está na sua terceira edição e realiza-se no Teatro Marília/Belo Horizonte. As inscrições devem ser feitas até o dia 30 de julho/2008, de 2ª a 6ª feira, das 14h às 18h, no Teatro Marília, localizado na Av. Alfredo Balena, 586, Bairro Santa Efigênia/Belo Horizonte.

Improvisões fomenta e difunde a improvisação que conflui com o teatro performático, com ênfase na materialidade cênica, na qual se dão relações não hierárquicas entre os meios de corpo (bailarinos, atores, performers, artistas circences), imagem (videomarkers, vjs, artistas plásticos que trabalham com a projeção da imagem etc.) e som (poetas vocais, músicos etc.).

Na edição 2008, Improvisões terá ainda um fórum de debates, no qual serão discutidos os procedimentos, confluências e conexões dessa cultura que associa improvisação e experimentação das linguagens artísticas.

17.6.08

Converse: Arte Expandida




Saiu o blog Converse: Arte Expandida, espaço de pensamento dos curadores, consultores, colaboradores, participantes e público da linha de experimentação dos Teatros da Fundação Municipal de Cultura de Belo Horizonte.

Os editores são Daniel Toledo (ator, publicitário e mestrando em sociologia da arte) e Mariana Lage (jornalista e mestre em filosofia e pesquisadora em arte contemporânea).

Um espaço de manifestação e expressão para o pensamento criativo e crítico, focando os projetos Improvisões, Momentum e Laboratório.


Participe. Converse.

5.10.07

Improvisões - improvisação intermídia




O projeto Improvisões - improvisação intermídia no Teatro Marília - está no ar, com edital e tudo mais, sendo que as inscrições vão até o dia 30.11.07.

Improvisões é um projeto da Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Fundação Municipal de Cultura/Diretoria de Teatros, com foco na improvisação intermídia e no pensamento criativo. O projeto faz parte da ação Arte Expandida - experimentação nos Teatros Municipais. Em que o projeto inova? Improvisões permite que artistas de meios diversos e heterogêneos possam dialogar, ao vivo, diante do público, sem hierarquia.


São 04 apresentações de improvisação intermídia, realizadas no Teatro Marília. Para cada apresentação são selecionados, mediante edital, 03 artistas ou núcleos de criação (quando se trata de mais de um artista) caracterizados, cada um, como mídia do "corpo", da "imagem" e do "som", que irão, a partir disso, compor um Coletivo de Improvisação. Ao todo, participam das quatro apresentações 12 artistas ou núcleos.


Juntamente com as improvisações, são apresentadas performances conceituais, intituladas de Pensamento Disparado, realizadas por pensadores que se dedicam às questões de estética contemporânea.


O artista Marcelo Kraiser, um dos idealiazadores de Improvisões, escreve sobre o projeto:


"Improvisões: olhares e ações que surgem e se voltam para a improvisação inventando relações entre o corpo, a imagem e o som. O que queremos dizer com ‘invenção de relações’ ao invés de falarmos em ‘relações entre as artes’? Simplesmente que o que se improvisa são as relações entre os meios visuais, sonoros, linguagens verbais, artistas e técnicos que ocupam o espaço do teatro dentro e fora da caixa cênica devem ser compreendidas como trajetórias, linhas de ação e pensamento nas quais nada foi determinado com antecedência.

Os meios não são vistos nesse caso como aquilo que já foi catalogado como artes visuais, teatro, dança, performance, crítica e assim por diante e que sentados confortavelmente em seus territórios firmes iriam dialogar uns com os outros. Ao contrário disso, não concebemos os meios como lugares de passagem e nem como suportes, mas lugares muito instáveis, onde não fazem o menor sentido os opostos como teoria e prática, ruptura e continuísmo, antigo e contemporâneo pois neles não existem os controles das instituições do pensamento ou dos mercados das artes. O que não quer dizer um elogio do espontâneo e do vale tudo.


Esse lugar entre, como diz Gilles Deleuze, não é um local onde as coisas se relacionam uma com a outra, ‘ é o lugar onde as coisas adquirem velocidade... uma e outra, riacho sem início nem fim, que rói suas duas margens e adquire velocidade no meio’."


21.9.07

Instant Composition: Momentum





















O projeto Momentum composição no instante – apresentou quatro performances improvisacionais no Teatro Francisco Nunes, nos dias 11, 12, 18 e 19 de setembro de 2007. A curadoria é de Dudude Herrmann, que escolheu, para cada dia, trios de bailarinos/performers que não estavam habituados a trabalharem entre si, para que realizassem composições no instante.

O Projeto da Prefeitura de Belo Horizonte/Fundação Municipal de Cultura/Diretoria de Teatros, faz parte da ação Arte Expandida – experimentação nos Teatros Municipais.

Dudude diz que o projeto é “um exercício pleno de desapego, em que improvisação, dança e composição estão, o tempo todo, se fazendo e desfazendo, em um constante devir de mundaças”. Os bailarinos/performers têm apenas uma tarde para se preparem, estabelecendo protocolos (negociações) de uso do espaço, equipamentos, iluminação, sonoplastia etc. À noite, diante do público, criam uma obra instável e permeada de riscos.

Na primeira noite(dia 11), Momentum apresentou Letícia Carneiro, Lívia Rangel e Lourenço Marques. Esse coletivo instaurou a platéia no palco, em arquibancadas (o que foi utilizado por todos os outros em seguida), definindo um espaço mais intimista (poltrona, mesa, toca discos), utilizando ainda as cordas de marinharia do teatro com suas maleguetas como fundo, a escada que vai para a varanda e urdimento. Houve uma escuta muito atenta entre eles, não só através de suas ações e desenhos corporais (sempre muito sóbrios), mas principalmente de suas musculaturas. Criou-se uma tensão entre os corpos, ocorrendo a construção de uma cena diante do público.

Na noite seguinte (dia 12), Marise Dinis, Margô Assis e Sérgio Penna. Os três partiram de uma série de elementos que solicitariam seus corpos: propostas de ação feitas por pessoas que enviaram mensagens eletrônicas etc. Os três envolveram também a platéia, sendo que algumas pessoas foram convidadas a improvisar com os três. A fragmentação da possível narrativa corpórea foi um dos recursos utilizados pelo grupo: ora um elemento entrava como texto a ser lido, ora uma tilha sonora, sempre produzindo interrupções. Trata-se de uma descontinuidade radical, produzindo cortes de fluxo, procurando, o tempo todo envolver o público como parte da paisagem de dança.

No dia 18, na terceira noite, Izabel Stewart, Carlos Arão e Thembi Rosa utilizaram as duas platéias (as arquibancadas no palco e a platéia de 55o lugares do Teatro Municipal). Utilizaram todo o espaço, com recortes de luz circulares, canhão de luz e sem trilha sonora. Intitularam de “árido, cru e seco” a intervenção/composição na platéia e palco do Teatro. Carlos Arão fez emergir uma corporeidade xamânica, de forte presença impactante, mas muito silenciosa e atenta. Thembi compunha uma partitura proposta inicialmente pelo seu marido, Canário, músico do Grivo. E Izabel, com um vestido imenso, mantinha-se aparecendo e desaparecendo dos focos, utilizando principalmente a platéia mais vazia do fundo do Teatro. Esse grupo explorou bastante o espaço, compondo com uma recusa em criar significações fechadas.

Por fim, no dia 19, Momentum encerra com Heloísa Domingues, Cristina Rangel e Paulo Azevedo. Os três começaram com utilização de objetos, simulando o espaço de uma academia de ginástica. O tema era o zero e seus desdobramentos. Utilizaram, ainda um microfone em cena. No final, uma bela surpresa: fazem entrar em cena um carrinho de pipoca e de algodão doce.

Momentum teve, a cada noite, um debate com o público, formado por artistas de dança e teatro e outros.

Sobre o projeto e os planos que ele instaura e convida a habitar, destaco:

  1. O que está em foco é a composição no instante (instant composition). Nesse procedimento, o que conta é justo a velocidade de compor no aqui-e-agora, diante do público. Um dos caminhos trilhados na dança improvisacional contemporânea exercita-se menos no não programado e mais na tentativa de incorporar a indeterminação, para lembrar John Cage. Aliás, Cage não acreditava em improvisação e, no entanto, a dança como performance improvisacional teve impulso a partir dele.
  2. Nesse procedimento (experimental) não há regras. As regras são inventadas enquanto se joga.
  3. isso não significa que não haja técnica. No entanto, técnica é um agenciamento maquínico (Deleuze e Guattari): desejo.
  4. Os artistas foram escolhidos pela curadora devido às suas habilidades – ou seja, porque dominam técnicas compositivas.
  5. Entre as técnicas de composição no instante, lembro o que chamamos comumente de “capacidade de escuta”. Para um procedimento técnico de criação que não se desenvolve por regras ou improvisação estruturada, esse é, com certeza o elemento mais importante. Alguns coletivos, em Momentum, tiveram em maior ou menor grau a capacidade de escuta. Conversando com Dudude Hermann, que vem estudando há anos procedimentos é técnicas de composição improvisacional em dança, a escuta é um farejar. Lembramos a criança quando brinca: uma faz um movimento, mantendo a sua ação, enquanto “fareja” o outro sem precisar de se relacionar diretamente com ele. Ou seja, sem ficar preso ao outro. Há diálogo físico, sensorial.
  6. Percebi na edição 2007 de Momentum dois tipos de escuta: a que se faz com a musculatura (com o tônus) e aquela que acontece com as imagens.
  7. A escuta é uma estratégia de silêncio. E o que é o silêncio senão um modo de se permitir que algo possa emergir no campo da percepção (emergência de campo)? Novamente, John Cage: o lugar no qual se dá a performance não é determinado (as estratégias de compor com os acasos).

Dudude Herrmann tem realizado um movimento avaliativo que permite focar a performance de dança improvisacional - suas estratégias, como a questão da escuta, seus "buracos" (lugares onde caimos no desespero de ficamos tentanto preencher o vazio) etc. Os artistas participantes têm feito propostas de aprofundar o projeto, de modo que o campo instaurado por Momentum possa produzir novas conexões.

Momentum deixa uma série de indagações. Os debates foram intensos, trazendo um frescor de idéias e sensações. Há uma coisa que tem a ver com um “espírito de época” nisso tudo. Não de modo datado - um movimento parado. Mais do que isso, a energia das pessoas que buscam, na crosta do planeta Terra, estratégias de sobrevivência. A incorporação do precário, do atravessamento (como sugere sempre a curadora Dudude Herrmann), enfim, de uma realidade em puro devir, faz parte desse espírito de época. O blog voltará ao tema.


Referências:

Imagens da Edição 2007 de Momentum: Glênio Campregher -

Para saber mais:


- A coreógrafa, pesquisadora e performer de dança improvisacional, Katie Duck discute no seu site (em inglês) procedimentos técnicos que interessam ao campo. Entre os temas, a distinção entre improvisação por escolha (choice) e por acaso (chance).
- Na Revista eletrônica Polêmica Imagem, n. 20 (Universidade do Estado do Rio de Janeiro), apresento algumas Anotações sobre teatro e experimento.
- Em Belo Horizonte, o Studio Dudude Herrmann realiza sempre cursos e conferências sobre improvisação e dança.
- Conexões entre as linhas de errância do brincar e o plano de experimentação abrem potencialidades. No blog sobe Cultura do Brincar fiz uma postagem intitulada justamente de Linhas de Errância, na abertura.

- Fernando Pinheiro Villar analisa uma performance de dança improvisacional. Leia em
Palavras em movimento: Nova Dança 4 e outros trânsitos. In: André Carreira; Fernando Pinheiro Villar; Guiomar de Grammont; Graciela Ravetti; Sara Rojo. (Org.). Mediações performáticas latino-americanas II. Belo Horizonte (MG): FALE/UFMG, 2004, v. 01, p. 145-164.